22/04/2020

TELMA QUESTIONA FALTA DE ATENDIMENTO NOS CRAS DURANTE PANDEMIA 

A vereadora Telma de Souza cobrou a Prefeitura de Santos sobre a falta de atendimento nos Centros de Referência em Assistência Social (Cras) durante a pandemia do novo coronavírus. Presidente das comissões de Saúde e de Direitos Humanos da Câmara Municipal, Telma apresentou requerimento na sessão por videoconferência da última quinta-feira (16) questionando a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social a respeito do assunto. 

A Administração Municipal optou por fechar os Cras e disponibilizar dois números de telefone para atendimento. Os munícipes reclamam que o canal de comunicação não tem funcionado e não há onde recorrer. 

A ex-prefeita de Santos relata que, com os Cras fechados e sem atendimento telefônico, as pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza, não inseridas no Cadastro (CadÚnico), não conseguem fazer a inscrição para pleitear a Renda Básica Emergencial do Governo Federal ou outras possibilidades de auxílio. "A reabertura dos equipamentos é necessária e urgentem, mas precisa ser precedida de um plano de ação para que os funcionários tenham respostas concretas para o municipe, com programas de auxílio de renda, alimentação e itens de higiene", reforça a parlamentar. 

O acolhimento institucional, as solicitações de cestas básicas emergenciais, cadastramento de dados e atendimento sobre violação de direitos não estão sendo feitos com os equipamentos fechados. A vereadora destaca que pode a reabertura dos Cras é necessária, cumprindo o protocolo necessário com rodízio de servidores, uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), álcool em gel e agendamento de munícipes para evitar aglomerações. 

"O serviço é fundamental para a população mais vulnerável. Milhares de pessoas ainda não conseguiram receber a Renda Básica Emergencial. Muitas sequer estão inscritas no Cadastro Único e os Cras permanecem fechados.  Muitas pessoas viviam de trabalho informal, estão impedidas de trabalhar por causa das medidas protetivas ao coronavírus e o poder público não tem feito a sua parte", explica Telma.

A presidente das comissões parlamentares de Saúde e de Direitos indagou o Executivo sobre o número de munícipes inscritos no Cadastro Único, a quantidade de cestas básicas entregues neste período e o número de funcionários realizando atendimento telefônico enquanto os equipamentos estão fechados.

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