10/07/2021

PRESIDENTE DA COMISSÃO DE SAÚDE AFIRMA: “DESORGANIZAÇÃO DA VACINAÇÃO EM SANTOS SERÁ DENUNCIADA AO MINISTÉRIO PÚBLICO”

Telma de Souza critica aplicação de vacinas com prazo de validade vencido, concentração de vacinas Janssen em bairros mais ricos e baixo índice de imunização da população de rua

Presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Santos, a vereadora e ex-prefeita Telma de Souza criticou a desorganização do sistema de Saúde do Município que, para ela, traz sérios riscos à população no meio de uma grave pandemia, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade. “A aplicação de vacinas com validade vencida é muito grave. Além de colocar pessoas sob risco de contaminação, é vexatória a falta de veracidade nos esclarecimentos da Prefeitura, que havia negado o ocorrido. A Administração foi desmentida por funcionários, que absurdamente ficaram sem a imunização devida, mesmo estando à frente do atendimento da Covid-19. A Prefeitura colocou essas pessoas em risco e deixou a população em dúvida”.

A presidente da Comissão de Saúde explica que procurou pessoalmente o secretário municipal de Saúde, Adriano Catapreta, assim que tomou conhecimento da denúncia realizada pelo jornal Folha de São Paulo de que Santos poderia ser a décima cidade com mais casos de aplicação de vacinas fora da validade. Telma relata que cobrou rápidos esclarecimentos, porque não poderia haver dúvida sobre qualquer risco de que um grupo de pessoas poderia ter sido imunizado com vacina sem eficácia.

“Também insisti no rastreamento de todas as vacinas dos lotes indicados e requisitei, na condição de presidente da Comissão de Saúde, cópia de todos os documentos referentes à aplicação das vacinas Oxford/Astrazeneca. Tudo isso será encaminhado ao Ministério Público, que poderá cobrar as devidas responsabilidades”.

A ex-prefeita também denuncia a concentração de vacinas Janssen, de dose única, nos bairros de maior concentração de renda da Cidade, como na Orla. “Além de a população reclamar sobre a falta de vacinas de dose única e de maior eficácia na periferia, como a Janssen e a Pfizer, somente depois da minha cobrança algumas doses foram destinadas à população em situação de rua. Essa é a estratégia adequada para imunizar grupos mais expostos ao vírus e vulneráveis, e vem sendo adotada em outros municípios, inclusive da Baixada Santista, como Guarujá, e, também,  na Capital. Sem esses cuidados, Santos pode perder seu protagonismo na Saúde regional, demorando a  replicar o que dá certo em diversos locais”.  

Para Telma, o resultado da falta de estratégia da Administração Municipal pode ser confirmado pela baixa vacinação da população em situação de rua: “Os índices estão muito abaixo da média. Se considerar essa população sob o Censo de 2019 (1200 pessoas), menos de 10% foram imunizados com a primeira dose e menos de 1% com a segunda dose. Isso tem colocado essas pessoas em risco e mantido a circulação do vírus”.

Por fim, a parlamentar exige que a Prefeitura precisa divulgar, em seus relatórios diários, o número de doses aplicadas por grupos de risco, incluindo, por exemplo, a população em situação de rua, e a divisão das vacinas aplicadas por policlínica e centros de vacinação.

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