03/12/2018

CÂMARA APROVA UTILIDADE PÚBLICA DA ESCOLA DE SAMBA BRASIL

A Escola de Samba Brasil agora detém o título de Utilidade Pública Municipal. A aprovação para a emissão do documento foi requerida pela vereadora Telma de Souza, por meio do projeto de lei 237/2018 , e confirmada pela Câmara Municipal nesta segunda-feira (03/12). A certificação vai facilitar a formalização de parcerias entre a agremiação e o Poder Público. O texto aprovado agora segue para a sanção do prefeito municipal. 

O título de Utilidade Pública reconhece que entidades prestam serviços relevantes à sociedade e, também, permite que a entidade possa reivindicar, nos órgãos competentes, isenção de contribuições destinadas à seguridade social, liberação de pagamento de algumas taxas, e ainda ter credibilidade para que possa captar verbas destinadas à continuidade do trabalho social e educativo desenvolvido em prol do bem comum. Uma das exigências é que a entidade não tenha fins lucrativos e os seus diretores não sejam remunerados.

Próxima de completar 70 anos de funcação, a Brasil ainda não contava com este tipo de declaração. A agremiação - oriunda do Macuco e radicada no BNH da Aparecida - a Campeoníssima, como é conhecida, desenvolve projetos assistenciais e culturais, especialmente para a sua comunidade.

No entanto, a escola de samba é reconhecida especialmente por sua trajetória carnavalesca. Octacampeã do Carnaval Santista - títulos conquistados seguidamente -, a agremiação soma 16 campeonatos em sua história. Somam-se a eles o título de Campeã da Festa da Uva em 1953, disputado em Jundiaí, e que reuniu as principais escolas de samba do estado de São Paulo e do Rio de Janeiro. Mais ainda: a Brasil é a única agremiação fora da Capital a conquista o troféu do Carnaval Paulistano, em 1954, o troféu do IV Centenário.

Moradora do bairro da Aparecida, Telma - que entregou o o troféu de 1991 quando a Brasil foi campeã com o enredo Mãe África - destacou, em seu projeto, as personalidades que ilustraram o pavilhão da escola de samba, como Dona Carminda (fundadora), Vadico e Tia Isaurinha (casal de presidentes), Cabo Laurindo; os mestres de bateria Manezinho, Aurélio "Ino", Cara de Gato, Paulão e Binho (atual mestre); os baluartes Acácio, Mandrake, Mesquita e Lourival; a lendária porta-bandeira Benedita e o porta-estandarte Abelardo; Deise dos Santos, a Darci, primeira intérprete mulher do País e que não precisava de microfone; além do casal de mestre-sala e porta-bandeira nota 10 Lídia e Chocolate; entre tantos outros.

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