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25/10/2017

MORADORES DOS MORROS CRITICAM ATENDIMENTOS NA ATENÇÃO BÁSICA


Carentes de hospitais, UPA e pronto-socorro, moradores dos Morros de Santos criticaram as condições de atendimento de saúde nas unidades de Atenção Básica nesta região da cidade. As reclamações foram apontadas na audiência pública convocada pela vereadora Telma de Souza, na noite desta quarta-feira, na Nova Cintra. Participaram aproximadamente 70 munícipes.

A audiência pública fez parte da série de cinco debates promovidos pela Comissão de Saúde e Higiene da Câmara Municipal, da qual Telma é a presidente. Além da discussão na região dos Morros, também já aconteceu na Zona Noroeste. Ainda serão realizadas nas regiões Central, Orla e Área Continental.

"Os Morros não têm hospitais, UPA, pronto-socorro. Então, a Atenção Básica precisava ser de muita qualidade, para atuar na prevenção a doenças, pois nós sabemos que 80% dos casos de saúde podem ser tratados e resolvidos na Atenção Básica. Mas, como as policlínicas têm mais a qualidade de antes, a população precisa ir direto para os serviços de urgência e emergência e de média e alta complexidade, quando poderiam ser evitados, se os Morros tivessem unidades com bom atendimento. Tudo isso reforça que há graves problemas de gestão na Saúde Pública de Santos", criticou a ex-prefeita, mestra em Saúde Coletiva e responsável pela implantação do Sistema Único de Saúde na cidade.

Os moradores reclamaram, sobretudo, da falta de médicos e de respeito e atenção com os pacientes. Presidente da Associação por Moradia Popular dos Morros de Santos, Luiz Carlos de Souza, o Cabeça, questionou o despreparo e a falta de humanização no atendimento. "São muito grossos e sem educação. A pessoa busca resolver o problema no serviço médico, mas também quer ser cuidada, com generosidade. Isso deixa muito a desejar".

Do mesmo modo, Aline Santana, líder da Vila Resistência, questionou a falta de profissionais na Policlínica do Santa Maria. "Uma única médica atende a população toda. Ela é pediatra, é ginecologista, clínica geral, é tudo com ela. O que a gente precisa é de mais médicos. Não adianta só inaugurar policlínica e não ter médico suficiente para atender", criticou.

Célia Cruz Oliveira foi mais além. Segundo ela, faltam pediatras e, por vezes, nega-se o atendimento a crianças nascidas em outros municípios. "Tem um caso que precisou da ajuda da agente de saúde, porque o pessoal da unidade de saúde não queria atender porque a mãe não levou o comprovante de residência, mas ela ainda estava regularizando os documentos depois de ter feito a mudança".

PROBLEMAS DE GESTÃO - Os participantes da audiência também criticaram o fato de não serem ouvidos pela Secretaria de Saúde. Nicanor Jorge Almeida criticou a ausência do secretário de Saúde, Fábio Ferraz, nas audiências públicas itinerantes. "Se acontecem audiências nos bairros é porque a Telma percebeu que precisa levar a discussão para a população, e não fazer com que a população desça o Morro e vá até à Câmara. Agora, o secretário, que é advogado, não é nada na Saúde, não apareceu na audiência da Zona Noroeste, não apareceu nesta nos Morros e não bota a cara para bater".

Nelson Melchior, da Associação Acorda Castelo, reforçou a crítica: "Minha sugestão é que as próximas audiências sejam marcadas na Rádio City, às 7 da manhã, onde o secretário está todos os dias falando que a Saúde está bem em Santos".

Representando a Secretaria de Saúde, os chefes dos Departamentos Pré-Hospitalar e Hospitalar e de Atenção Básica, Marcos Sérgio e Haroldo de Oliveira, respectivamente, justificaram que o secretário estava em São Paulo. Admitiram a falta de médicos e afirmaram que vão avaliar as queixas apresentadas pelos moradores.

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