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07/08/2017

AUDIÊNCIA PÚBLICA DISCUTE FIM DO D.O. E TRANSPARÊNCIA EM SANTOS


A Câmara de Santos realiza nesta sexta-feira (18), a partir das 14 horas, debate sobre o fim do Diário Oficial de Santos e a transparência pública. A discussão contará com especialistas e autoridades.

Criadora do D.O. Urgente enquanto prefeita, a vereadora Telma de Souza critica a interrupção da impressão da publicação. A parlamentar avalia que ao fim do D.O., conforme decidido pela Prefeitura de Santos, retrocederá no acesso à informação e na transparência dos atos públicos. O posicionamento de Telma foi registrado em requerimento aprovado em plenário.


Confira: http://legislativo.camarasantos.sp.gov.br/datafiles/suite/exclusiva/aplicativo/ide/sistemas/11/producao/10/14/66947/r-2836-0001.pdf

Já confirmaram presença na mesa de debates o secretário de Comunicação de Santos, Luiz Dias Guimarães, o diretor de base do Sindicato dos Jornalistas Carlos Ratton e o presidente do Sindicato da Indústria Gráfica de Santos e Região, Jorge Caetano Fermino.


De acordo com a ex-prefeita, a Prefeitura vai na contramão das práticas de governança pública quando interrompe a distribuição do D.O., o que se confirmou nesta sexta-feira (11), data da última versão impressa do D.O. “Não se faz economia eliminando transparência e informação”, critica Telma, se referindo à avaliação da Prefeitura de que a suspensão da publicação se dará por motivos econômicos.

 

Telma destaca que o D.O. é uma ferramenta que faz parte da rotina dos santistas, que vão regularmente às bancas para buscar o jornal. “Do primeiro ao oitavo ano da Administração Democrática Popular em Santos, a tiragem do D.O. passou de 5 mil para 30 mil exemplares, o que demonstra, inequivocamente, que a população abraçou o jornal como sua fonte de informação sobre as atividades na Cidade e os serviços públicos existentes. Mais ainda: Santos possui uma densa fatia populacional de idosos, habituados com a leitura impressa, além da Cidade não amplamente tomada por pontos de wifi”.

 

HISTÓRICO – A criação e publicação diária do D.O. se deu formalmente em 1989, no governo Telma de Souza. Até então, as edições eram esporádicas e com linguagem incompreensível pela maior parte da população, pelo caratér burocrático.

 

O surgimento do D.O. enunciou uma revolução no campo editorial de Santos e da Região. A solução encontrada pelos profissionais encarregados do formato foi a mais simples e objetiva possível: fazer do Diário Oficial do Município um verdadeiro jornal. Na prática, isto significava dar um tratamento técnico às matérias publicadas.


Ao invés de projetar a imagem da prefeita, infringindo a lei e irritando os munícipes, o jornal divulgava as ações administrativas em seus detalhes, informando a população de tudo o que estava sendo feito em cada área do governo. A prefeita Telma de Souza só aparecia nas fotos em que sua presença fosse absolutamente necessária; seu nome só ia para a manchete quando ela era a fonte real da notícia. Optou-se por fugir do personalismo.


Simultaneamente, o D.O. Urgente criou várias seções: uma delas - “Confira” - acompanhava o noticiário dos meios de comunicação sobre a Cidade, reproduzindo a notícia original e colocando embaixo a versão da administração. Com isto conseguiu-se desmascarar inúmeras mentiras e evitar que a opinião pública acumulasse uma imagem distorcida da Administração Municipal.


Outra seção – 'Acesso Direto' - respondia às cartas recebidas pelo Gabinete da Prefeita, pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura ou pela própria Redação do jornal. Essas respostas sempre continham informações de interesse público e contribuíam para difundir novos esclarecimentos.

Uma terceira – 'Damos a Ficha' - mostrava como funcionavam os vários setores da administração e como os munícipes poderiam obter aqueles serviços.


Outra – 'Tudo da Cidade' - trazia matérias sobre a história, a economia, os aspectos turísticos, a cultura, as personagens santistas.


Essas seções, somadas ao tratamento jornalístico das matérias do D. O. Urgente, fizeram da publicação um imediato sucesso editorial: sua tiragem alcançou de 30 mil exemplares, maior até do que jornais tradicionais, e sua fórmula passou a ser copiada por várias cidades de São Paulo e mesmo de outros estados, não necessariamente administradas pelo Partido dos Trabalhadores. A interação entre a publicação e a população foi tanta que a Administração teve de criar um serviço telefônico, através do número 156, para atendimento direto dos municípes.